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Longitudinal

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A história de Iggy Peck, o Arquitecto

 

 

 

 

(Já há uns meses que andava para escrever este post. Na última viagem que fiz abasteci-me com (demasiados) álbuns ilustrados. Um deles foi “Iggy Peck Architect”, de Andrea Beaty. Li-o na diagonal na loja e, logo a seguir, li-o por inteiro sentado na relva de um jardim. Aqui fica esse momento.)

 



O nome dele é Ignacious. Mas aqui é apenas Iggy. Iggy Peck. Em pequeno chegou a arrancar as fraldas que o obrigavam a usar e fez uma espécie de Torre de Pisa com a ajuda de um tubo de cola. A mãe não gostou.


As construções continuaram. Aos três anos Iggy atarefava-se a erguer castelos e igrejas usando apenas pêssegos e maçãs. Os pais já se começavam a habituar.

 



Mas na segunda classe encontrou uma nova professora, rígida como a Torre Eiffel. “A arquitectura não tem lugar aqui nesta sala”. E o Iggy, que entretanto se tinha entretido a construir um castelo com pauzinhos de giz, percebeu que o seu sonho tinha acabado de chocar contra um obstáculo.

 

 

 

 


(Mas o que ele nem os colegas sabiam era a origem do trauma da professora. Tudo começou quando ela, ainda com a idade que eles tinham agora, se perdeu dos colegas durante uma visita de estudo numa cidade com  arranha-céus altíssimos. Durante dois dias ninguém soube dela até ser encontrada no meio de palhaços, contorcionistas e trapezistas de um grupo de circo.)

 

 

 

 

Umas semanas depois, já o Iggy se entediava na secretária da sala de aula, a professora decidiu sair.

 





Um piquenique numa ilha deserta era o objectivo mas a queda de uma ponte de madeira deixou a professora em transe. Desmaiou. Iggy e os colegas ficaram nas próprias mãos.





 

Foi aí que o sonho voltou a acordar. Iggy pôs em prática as ideias que lhe ocupavam a cabeça e liderou os colegas. Em pouco tempo ergueram uma ponte.



 









 

E em menos tempo ainda, a professora apagou qualquer trauma e apaixonou-se pela arquitectura.

 

 

 



 

 

 

Tanto quanto o Iggy Peck. Que, a partir daí, passou até a dar aulas aos colegas.

 

 

 



(FIM)

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